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A China e a Argentina... e o Brasil!?


Hoje a China teve um dia difícil... foi colapsada pela indigna e avassaladora notícia de que o seu Produto Interno Bruto cresceu míseros 6,8% em 2015 e o governo chamou uma coletiva de imprensa para explicar o colapso econômico ao povo e demonstrar claramente as medidas que estão sendo adotadas para voltar a crescer na casa dos naturais 10%.

Não é de hoje que os chineses adotam posturas agressivas em defesa da sua economia, que atualmente é a segunda maior do mundo, mas já fora pra lá de enésima. O fato é: chamem-nos como queiram, podem ser ditadores na essência, mas levemos em conta a sua cultura beligerante para entender que isso é até perdoável em um país que tem um muro que pode ser visto do espaço e que é detentor do maior clássico literário da atividade bélica mundial, o tal “A Arte da Guerra”, do Sun Tsu. 

A despeito dessas considerações, todavia, há que se perceber que por trás de toda essa não conformação com o bom caminho de sua economia, há a característica marcante que os impulsiona a tomar medidas tidas como agressivas para um mercado capitalista de cunho liberal, e por vezes, até mesmo insanas, tais como o fechamento da atividade de sua bolsa de valores em momentos de queda acentuada das operações. Os burocratas dos direitos humanos hão de se revoltar com o impedimento legal de outrora a que eram submetidos os chineses que queriam procriar em prol do necessário controle populacional e hão de dizer por aí que a China tem mão de obra absurdamente barata porque pratica ilegalidades imperdoáveis em suas relações de emprego, escraviza e submete crianças a regimes espúrios de trabalho, e o que não dirão do fato de expurgarem da face da terra os corruptos, com a pena de morte; cientistas políticos deverão criticar a forma como fazem política externa e as excentricidades do mandatário local, entretanto os economistas, tão mais racionais, hão de reconhecer o êxito das políticas econômicas implementadas e como não falar do avanço estupendo do seu programa educacional, exemplo para o mundo e que se pretende semelhante ao finlandês.

E tem mais, observando o comportamento da China com relação ao nosso futebol, é fácil perceber o quanto eles não nos respeitam: o presidente do Corinthians falou com todas as letras que os dirigentes chineses sequer entraram em contato com o clube paulista para contratar seus jogadores, simplesmente acertaram bases salariais com eles e pagaram a multa rescisória, o que só reflete nossa ingerência por meio da coisa mais poética que temos, a grandeza de nosso futebol. Nossa moeda é tão ruim que multas milionárias são facilmente pagas por clubes da segunda divisão chinesa.

Por fim, todas essas coisas que se falam da China e que são batidas em todos os cantos servem para mal comparar a nossa realidade à deles, para mostrar o quanto podemos ser atrasados nas ideias mais básicas e satisfeitos com ninharias, como quando comemoramos o superávit miserável da bolsa comercial. Por essas bandas nunca se poderia falar em controle populacional, e ouse reclamar de 6,8% de crescimento do PIB... isso seria crime pior que integrar quadrilha na lava-jato!

É fácil entender porque o Brasil produz excelentes comédias no cinema, e só isso: somos comediantes mesmo e zombamos o tempo todo de nós: “Self-Zombation”! Não é plausível termos os recursos que temos, como a maior oferta de água doce do mundo, e não termos energia suficiente por incompetência na transmissão, entre outras coisas... ou ainda, exportarmos a energia que nos falta ao Paraguai e termos que recomprar pra suprir essa falta.

De certo, quem inventou a piada do português foram eles, sobre nós... nós só plagiamos!

Ainda consideramos excelentes coisas que são absolutamente ínfimas e somente necessárias.

Aliás, veja-se o caso dos nossos Hermanos Argentinos. Apesar da crise mundial que a América enfrenta desde o seu descobrimento, acentuada pela carta de Pero Vaz de Caminha, e da pequenez de sua economia local em relação à nossa, detêm atualmente um salário-mínimo com o dobro do nosso poder aquisitivo e transporte público em Buenos Aires que custa quatro vezes menos que o de São Paulo, por exemplo, e ainda é tido como melhor e mais abrangente. E falando em futebol, percebemos claramente que a moeda de lá não é tão melhor que a nossa, já que o que a China nos tem tomado, nós temos tomado deles com a mesma facilidade: jogadores.

E você deve estar se perguntando à essa altura: por que China e Argentina no mesmo post? Eu te respondo. Porque são dois exemplos muito diferentes que demonstram que políticas públicas e sociais não tem a ver diretamente com economia, como os petistas sempre nos quiseram fazer crer. Tanto a China quanto a Argentina evoluíram absurdamente em políticas sociais, em equipamentos urbanos e em indicadores que medem o IDH de um povo, tais como saúde, educação e bem-estar social, no entanto, como você pode observar, se tratam de economias muito diferentes, pois enquanto a China vive o seu milagre econômico, a Argentina vive à beira do abismo.

E então, qual é o segredo? 

Primeiro, empregar corretamente as verbas públicas. 

Segundo, reduzir o roubo das verbas públicas.

Por aqui, um tanto impossíveis... você não acha!?