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O Lula e a Honestidade - Capítulo 1.


- Espelho, espelho meu, tem alguém no mundo mais honesto do que eu!?

- Tem sim... Delcídio do Amaral, caro Lula!

E então o tal do Lula decidiu grampear o colega de fanfarras e que agora preso não pode mais competir com o seu enorme ego.

- Aha, agora sim, não tem uma viva alma mais honesta do que eu! -  Disse o ex-presidente.

E sabe, ele tem razão... num país que vai de Fernandinho Beira-mar a Cerveró, quem tem olho e não tem dedo é rei. E outro dia via o tal do Eike Batista afirmando com todas as letras no excelente Mariana Godoy Entrevista, da Rede TV, que poderiam lhe imputar qualquer defeito, mas ladrão, não... isso ele nunca fora. Achei até simbólico, pra dizer a verdade. Somos um povo condicionado ao deslize e ao desmando. Crianças de três anos já tentam subverter a ordem natural das coisas e furar fila, chega a ser inacreditável! Agora, concorde comigo: O Lula não é mesmo muito honesto!?


Uma solução muito eficiente pra esse país não seria acabar com as casas legislativas, mas acabar com o povo!

O povo é o maior dos nossos problemas. Esse povo que aceita menos que rato para vender seu voto... e que de outra forma, nem vende, dá, sua alma ao diabo. Tiririca foi dizer ao Rafinha Bastos na ótima entrevista ao 8 minutos do comediante que sua imagem de palhaço (o profissional) era muito bem aceita entre os eleitores e que por isso, por conta de uma pesquisa prévia, fizeram de um tudo para que ele viesse a concorrer nas eleições. Pois bem, esqueceram de lhe perguntar, no entanto, se era como os outros, se aceitava acertos e propinas. E não é que o Palhaço é bem honesto! Olha só que enorme contradição: O palhaço não nos quer fazer de palhaços! Poético, até. Bem, de certo modo, ele, ao eleito, já começou nos usurpando com aquela maldita irracionalidade de eleição por legenda, pois com seus milhões de votos era de se crer que pudesse arrastar uma legião de correligionários. De fato.


Eu receio, mas só receio, que o Lula não seja mais honesto que o nosso palhaço Tiririca, mais palhaço, no entanto, tenho certeza de que ele é!


Temos que rediscutir nossos valores e buscar novos modelos para nossas relações políticas, sobretudo, reavaliar o processo infantil que nos leva a crer que somos uma democracia avançada, que não sabe escutar que “aparelho excretor não reproduz”, mas que aceita escutar que o corrupto “precisa de uma nova rota para sair do país, algo seguro.”. Nesse contexto, poderíamos inserir diversas outras falas que revoltam por não serem politicamente corretas, e outras tantas que não revoltam, apenas por fazerem parte do propalado jeitinho brasileiro.

É preciso haver pecado do lado de baixo do Equador. 

E que haja para corruptos.

Agora, para finalizar, não é difícil entender o fenômeno Bolsonaro. Diante de tamanho caos das instituições e da infindável rede  de corrupção que comanda o país nesse momento, alguém que fale de rigor e regras com tanto entusiasmo e que bem relembre um período em que os crimes – e os não-crimes - eram punidos severamente, só pode virar uma espécie de "anti-herói às avessas".

Mas não se engane, nem Bolsonaro é herói e nem Lula é honesto, e agora, para finalizar cabe aquela famosa frase filosófica do enorme e único Tim Maia:


Tudo dá em nada!