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Os Negros e o Oscar: A arte imita a vida.


Hoje pela manhã as manchetes cariocas noticiavam o descabimento de pais adotivos fantasiarem seu filho de Abu, macaquinho amigo de Aladdim. 

Pois pense: Por que será que pais vão praticar Bullying com o seu próprio filho, e por que razão idiota iriam adotar uma criança negra se fossem racistas?

A melhor conclusão a que se chega é muito óbvia. Claro que não são racistas e claro que essa coisa de politicamente correto é uma “Paumolescência” das maiores, como diria o sábio Lobão, ao tecer comentários sobre Chico Buarque e a tal lei Rouanet.

O MV Bill numa de suas melhores letras diz sobre os negros no Brasil: “Se liga só, tem que ser duas vezes melhor, ou vai ficar acuado, sem voz, sabe que o martelo tem mais peso pra nós, que a gente todo dia anda na mira do algoz...”. Não se pode concordar. É uma questão muito simples: se fôssemos levados à África em “navios branqueiros” e escravizados por tribos zulus, teríamos o mesmo problema social que os negros temos aqui, só que lá... e digo temos porque já nem sabemos mais quem é negro e quem não é, ora, se não somos todos amplamente miscigenados. A ponto de muitos brancos se autodeclararem negros para usufruírem das malditas cotas raciais em concursos e vestibulares. Há que se perceber com veemência: as políticas sociais estão erradas. Agnaldo Timóteo dizia com a propriedade de um negro bem sucedido que saiu da pobreza: “Se não somos diferentes, se somos iguais perante a lei, então que droga é essa de consciência negra e que droga é essa de lei para favorecer o negro?”.

Ou alguém reclama que não há brancos entre os finalistas do atletismo nas olimpíadas?

Gérson, o Canhotinha de Ouro, dizia: "uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.".

Diferenças biológicas entre as raças não se confundem com vantagens sociais e fazem com que claramente sejamos melhores ou piores que os outros em determinadas coisas. Negros envelhecem menos, são menos calvos e têm menos cabelos brancos... as mulheres têm mais quadril e mais força. Os nórdicos, por sua vez, são mais altos e vivem mais, têm menos problemas cardíacos. Um ser negro e o outro loiro são apenas características físicas. De modo que somos apenas muito diferentes entre as mais diferentes raças. Não há qualquer mal nisso. Há biologia e ciência. Alguém defende os portugueses porque são mais baixos e gordos, em média. Ou isso não oferece mídia e só é conveniente lembrar que o Cristiano Ronaldo é alto e bonito?

Padrões são circunstanciais. Ao longo da história, acredite, os brancos foram muito mais escravizados que os negros. Poderíamos dar inúmeros exemplos. Para começar, os mais antigos escravos de que se tem notícia na história eram brancos: Mesopotâmia, Índia, China e Egito utilizaram escravos claros. Por outro lado, é interessante entender que os negros foram escravizados na era global da história. Trata-se de um evento moderno, que ocorreu de forma mais generalizada e num momento em que se fomentava a expansão do domínio de alguns em detrimento de outros, e esse foi um fator preponderante para que virasse tema de história escolar, o que fez com que esse capítulo fosse catalogado de forma mais ampla e mais rica, porque representava, além de tudo, uma faceta importante do acúmulo de riqueza e poder por meio da exploração humana.

Há ainda outro fato muito relevante. É muito provável que poucos negros tenham conhecimento de que negros de tribos africanas dominantes também traficavam negros oprimidos para os países que os escravizavam, do que deduzimos que a situação social que hoje prepondera no mundo decorreu apenas de um conjunto de fatores infelizes para um desses lados, entre os quais, o fato do local mais rico do mundo ter mais loiros e o fato do local mais pobre ter mais negros, em suas maiorias amplas.

Agora pense: o homem mais poderoso do mundo é negro, o presidente dos EUA, Barack Obama; O homem mais inteligente do mundo no momento é negro, o astrofísico Neil Degrasse Tyson; O rei da música moderna é negro, Michael Jackson; o Rei do Futebol é negro, Pelé.

Será mesmo que há tanta diferença social ainda entre negros e brancos porque são negros e brancos ou será que os negros são, na média, mais pobres que os brancos do mundo, devido a um conjunto de fatores históricos?

E por fim, a absurda polêmica do Oscar. Inúmeros negros notáveis desejavam boicotar a maior festa do cinema mundial por conta de não haverem indicados negros no ano de 2016.

O hemisfério norte era o mais rico no momento das colonizações, lá a preponderância de raça é branca. Ao colonizarem o mundo, optaram por comprar os mais fracos para trabalharem em regime escravo em suas colônias, e por acaso, os mais fracos eram africanos, negros. A diferença é notavelmente social.

Durante séculos as histórias do mundo foram contadas por brancos para brancos, meramente porque esses sabiam ler e escrever e, logicamente, há apenas um século e meio os negros têm contado a sua história. Não parece que não é nada absurdo que haja mais histórias para brancos, olhando por esse ângulo?

Brancos são mais ricos, então há mais atores e autores brancos, o que não quer absolutamente dizer nada, a não ser que há um mundo cultural mais moldado e preparado para o branco, por tudo que já foi dito.

Já há enorme avanço nesse sentido, prova disso são os notáveis homens negros que descrevemos pouco acima, nesse mesmo texto. Eles são a prova cabal de que em condições sociais semelhantes, o aspecto da raça é apenas biológico. Mas, não há como subverter a ordem social, ela avança e retrai. Entretanto, a um determinado ponto chegará a ser tão miscigenada a nossa gente, que não saberemos dizer mais quais são as raças que existem. Nesse ponto, seremos felizes... cada um usando as armas biológicas da outra raça, que é o que de melhor cada raça tem. Não faz muito tempo, havia um casal em que a mulher era Coreana e o marido era Hindu pelas bandas da Tijuca, no Rio de Janeiro, como se brasileiros fossem.

Negros não são discriminados quase sempre porque são negros, são discriminados mormente porque são pobres.

Ora, então todos contra as diferenças sociais, e não, contra as diferenças raciais.