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Afinal: O homem foi mesmo à Lua!?

"Somente duas coisas são infinitas: o Universo e a estupidez humana. E não estou seguro quanto à primeira." - Albert Einstein.


Quase quarenta e sete anos se passaram da incrível primeira incursão do homem à lua naquela grandiosa Missão 11 do fantástico e eficiente programa espacial americano Apollo e exaustivas teses já foram desenvolvidas e destrinchadas com base nos experimentos decorrentes daquele dia 29 de julho de 1969. Poucas pessoas, porém, têm conhecimento de que durante os três anos que se seguiram a esse marco histórico da humanidade, os EUA enviaram outros astronautas ao local em mais seis oportunidades - apenas com relação à Missão Apollo 13, que enfrentou severos problemas no funcionamento da nave e teve que retornar ao solo terrestre antes mesmo de pousar no solo lunar, todas as outras missões foram muito bem sucedidas. Podemos então concluir que, além dos pioneiros Neil Armstrong e Buzz Aldrin, outros dez homens tiveram a mesma chance de pisar no solo lunar, evidentemente, não com o mesmo glamour.

A última missão do programa, a Apollo 17, foi realizada em dezembro de 1972. Depois disso, nunca mais se voltou à Lua, mas há ainda relatos bem curiosos acerca de uma tal Missão 18, que até virou filme de ficção científica. Importante é concluir que o homem não "pisou" na Lua apenas uma única vez. Foram várias. E isso por si só já ajuda a desmistificar as teses conspiratórias.


Curiosos que somos, entretanto, sempre nos perguntamos por que não mais se voltou à Lua após 1972? 

Inicialmente, de fato é uma pergunta que soa muito pertinente para qualquer leigo, mas segundo o pesquisador Oswaldo Duarte Miranda, da Divisão de Astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, a resposta é muito mais simples do que parece. Enfim, encurtando, basicamente, o custo dessas missões era muito elevado e envolvia riscos muito grandes, que acabavam não compensando, em virtude da expectativa de novos conhecimentos que se tinha sobre novas incursões tripuladas, ou seja, riscos maiores que benefícios. Evidentemente, a conclusão a que se chega é que já sabíamos o suficiente com o material que tínhamos em mãos. Para Oswaldo, além disso, houve uma mudança de meta científica da NASA, que passou a se envolver no desenvolvimento de sondas, telescópios espaciais e veículos não tripulados para a exploração do sistema solar como um todo, algo muito maior e tremendamente mais útil à humanidade, por todo o já anteriormente exposto.

Todavia, o que chama a atenção até os dias de hoje e é bastante espantoso, é que apesar de todo o conhecimento comprovadamente baseado nessas pesquisas das missões Apollo e de todo o avanço tecnológico que elas trouxeram para a humanidade, além de todo o comprometimento mundial com esse e outros programas espaciais, sem contar, a mídia que essas incursões tiveram, ainda há muita gente que duvida que o homem tenha mesmo pisado na Lua. Há teses mais criativas do que muitos roteiros de filmes de ficção, como a que diz que tudo não passou de uma bela encenação realizada nos estúdios Hollywoodianos. Outro dia, um post da Revista Mundo Estranho sobre o assunto gerou um comentário bem curioso de um internauta:

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São Paulo

Este argumento não cola, porque existem muito mais perguntas do que respostas, e as respostas além de não serem convincentes, também não respondem a maioria das perguntas, primeiro como todos sabem , que a corrida à Lua foi um evento mais político do que científico. Na época, Estados Unidos e União Soviética viviam o auge da Guerra Fria , e tanto a Ciência como a Tecnologia , em comparação com o s dias atuais estavam ainda engatinhando, porém os russos estavam muito a frente dos americanos , mesmo assim os americanos com menos experiencia no espaço em 1969 lançaram o homem a lua, uma das maiores mentiras já dita e repetida até o dia de hoje, E por que não filmaram o planeta terra estando eles ja em solo lunar ? Estando na lua teríamos uma visão completamente diferente do espaço , por que mesmo possuindo equipamentos de ponta da época, as imagens feitas na suposta lua , são tão ruins ? E as fotos não provam os fatos , mas demonstram a mentira que levou os americanos a vencerem .”

Evidentemente, o nome da pessoa que postou foi preservado. Particularmente, não deixa de ser intrigante que ainda existam pessoas que pensem dessa forma sobre aquele dia, e embora muitos de nós já tenhamos a certeza de que o homem esteve na Lua, parece importante fuçar a fundo essa história e aprofundar o conhecimento que se tem acerca de toda essa falácia. Enfim, tirar conclusões mais embasadas.


Oportunamente, convém lembrar que naquele exato período de 1969, a União Soviética também tinha uma missão em andamento com destino à Lua. Era a Luna 15, uma missão que era tripulada por robôs e tinha o objetivo de provar que levar pessoas ao satélite natural da Terra era apenas desperdício de tempo e dinheiro, o que mais tarde até ficou bastante evidente. Bem, voltando ao que interessa, ocorre que houve um acidente e a Luna acabou caindo em solo lunar, o que inviabilizou o feito dos Soviéticos de chegarem primeiro.

Entretanto, o tal acidente com a Luna 15 veio a ser depois a prova mais convincente de que o homem esteve realmente na Lua naquele dia vinte e nove de julho, pois a ocorrência de duas missões de países diferentes simultaneamente obrigou a que as agências espaciais de ambos tivessem de se comunicar diplomaticamente, o que significa que, para evitar um desastre espacial, ambos sabiam dos planos um do outro e cada qual tinha acesso às frequências de rádio do seu concorrente. Ora, é muito claro que com a tecnologia dos soviéticos àquela altura, saberiam com precisão se um sinal de rádio não viesse mesmo da Lua e é notável que ninguém nunca os viu por aí dizendo em comunicados oficiais ou não que a Apollo 11 foi uma farsa. Portanto, como eles nunca reivindicaram qualquer coisa nesse sentido, em plena Guerra-Fria, essa é, sem sombra de dúvidas, a prova mais contundente e irrefutável de que os americanos não mentiram quanto à Missão da Apollo 11 e seus desdobramentos mais do que conhecidos.

Outra coisa bem engraçada que acabou sendo bastante propalada entre os céticos é a de que a bandeira americana estaria tremulando e na Lua isso seria impossível. Sobre essa teoria de conspiração enormemente criativa, o falecido estudioso Ronaldo Mourão, respeitadíssimo astrônomo e cientista brasileiro, já havia explicado em matéria de 2009 ao G1 que é, sim, impossível que a bandeira tremule no espaço. Por essa razão mesmo é que ela não tremula. Para Mourão, conforme as imagens disponíveis, é bastante plausível acreditar que a bandeira americana não tremulava no momento das fotos. Na verdade, acredita-se que estava bastante vincada, considerando que obviamente, teria sido guardada de alguma maneira bastante indigna no apertadíssimo módulo lunar. Olhando com bastante atenção as fotos disponíveis, percebe-se claramente que são de momentos distintos e nelas se vê que não há qualquer variação nas ondas da bandeira, seja em qual foto seja ou de que ângulo for. A conclusão é de que, além de estar amassada, a bandeira se mantinha ereta porque haveria uma clara haste superior que a suportava, presa como um L invertido. Essa seria a única maneira de ela não ficar para baixo, comportamento esperado na Lua, onde não há vento e a gravidade é um sexto da terrestre.


A julgar pela criatividade humana, outras muitas teses anti-lunáticas partiram desses mesmos lunáticos - adjetivo bem propício para descrever o devaneio irracional daqueles que justamente não acreditam que o homem tenha pisado na lua ainda – e foram rápida e habilmente esclarecidas pela comunidade científica. Como a da curiosíssima foto que atribuem a Neil Armstrong descendo do módulo lunar. Ora, como poderia ele tirar uma foto sua descendo se foi o primeiro a pisar na lua? Realmente, não faz qualquer sentido. Entretanto, essa é mais fácil de explicar: A foto é, na verdade, de Buzz Aldrin - piloto do módulo e o segundo homem a pisar na lua - descendo, e foi, obviamente, tirada por Armstrong do solo lunar.


E outros devaneios surgiram. Por exemplo: Buzz Aldrin ainda tinha a missão de fazer uma pegada firme e registrar em foto, a fim de que os cientistas na Terra pudessem estudar a mecânica do solo lunar. A foto é um clássico e há inúmeras reproduções de outras pegadas de ambos os astronautas naquele inóspito solo. Entretanto, o que acabou chamando mais atenção foi o fato de que muitas pessoas ainda hoje debatem na internet que não havendo umidade na Lua, não poderiam existir pegadas. Definitivamente, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Obviamente, qualquer camelo no deserto pode demonstrar isso, o que torna essa tese tão bisonha quanto burra.


Mesmo diante de argumentos tão irrefutáveis de que o homem pisou na Lua, sabemos que sempre haverá quem desconfie. Numa outra toada mais perceptiva, dessa vez, houve um lastro de pessoas mais atentas que passou a questionar as sombras registradas naquelas fotos de Armstrong, alertando categoricamente sobre a eventual falta de naturalidade na iluminação imposta às imagens.

Em primeiro lugar, é lógico que, como na Terra, a fonte principal de luz na Lua é o Sol. Objetivamente, o equívoco quanto à credibilidade das imagens surge do fato de muita gente erroneamente entender que o sol é a única fonte de luz na Lua. Mas isso não corresponde à verdade. Naquele dia, havia também, além da luz emitida pela Terra, a luz da própria câmera do astronauta. Aliás, parece muito óbvio: na Lua, a Terra ilumina o solo tanto quanto a Lua ilumina a Terra em uma noite de Lua cheia, eventualmente em grau até maior, dada a proporção de ambas.


Esse mesmo grupo de céticos questiona ainda por que os astronautas fizeram tantas fotos na Lua e não registraram nenhuma estrela. Evidentemente, em uma noite longe das luzes artificiais das cidades é possível enxergar bilhões de estrelas. E de fato, acredita-se ser isto mesmo o que eles viram: um céu lindamente estrelado. Acontece que o olho humano têm uma resolução absurda e a fotografia tinha muitos limites, especialmente em 1969. Para início de conversa, a captura de um céu estrelado exigiria exposição alta no equipamento de filmagem, o que inviabilizaria e comprometeria o registro que conseguisse ser feito do indispensável solo lunar, naturalmente por conta do Sol. Outra coisa, não era exatamente noite no momento em que chegaram, pois por conta do fato das temperaturas na Lua oscilarem exorbitantemente, desde 100 Cº a -150 Cº, todos os cálculos foram feitos para que se pousasse num momento de meio termo, extremamente adequado para a segurança dos astronautas, o que não seria propriamente um problema, porque a rotação da lua têm 27 dias - isso acaba por responder outro questionamento, o da temperatura inviável à sobrevivência de humanos na Lua - além do mais, o registro do céu não era, sobremaneira, uma prioridade.


Para finalizar, a despeito de todas essas provas cabais de que o homem esteve mesmo na Lua, e não só uma vez, há ainda o aproveitamento científico de inúmeros objetos deixados em solo Lunar pelo homem, por meio dessas incursões. Poderíamos começar pelo módulo de descida da Apollo 10 e partir até o jipe lunar da Apollo 17, passando por satélites, aparelhos diversos e estágios de foguetes. Há ainda um objeto que está em operação até hoje: um conjunto de cubos refletores que funcionam como espelhos lunares que são usados para medir a distância variável da Terra à Lua. Diversos observatórios, inclusive fora dos Estados Unidos, já usaram esses refletores em pesquisas. Ora, se o homem não tivesse ido à Lua, não haveria essa possibilidade e, certamente, essa farsa já teria vindo à tona.


Logicamente, nenhum desses objetos é visível da Terra, por serem muito pequenos em comparação com a Lua, além da óbvia imensa distância. Comparativamente, seria como se alguém da Lua, enxergasse uma casa aqui na Terra. Pense: É possível enxergar montanhas na Lua? Não. Mas elas existem e algumas são imensas, tanto quanto as que temos aqui na Terra. Enfim, é uma questão muito fácil de desmistificar usando apenas o bom senso.

E há também as coisas que os astronautas trouxeram da Lua. Por exemplo, rochas lunares, que foram exaustivamente analisadas por cientistas de todo o planeta e cuja autenticidade é inconfundível. Não haveria como fraudá-las, obviamente, porque têm características especialíssimas, nunca vistas na Terra, e porque são atingidas por micrometeoritos muito peculiarmente nela fundidos.


O homem esteve na Lua, isso é um fato incontestável. Outro, é que quem não acredita nisso, ainda está na Lua!