Protected by Copyscape É terminantemente proibido copiar os artigos deste blog. Leia a nossa Licença Internacional da Creative Commons. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal, bem como na Lei 9610/98, que rege os Direitos Autorais no Brasil.

Estupro Coletivo: doença incurável pra recolonizar o mundo!



Em tempos de corrupção generalizada e manchetes políticas diárias, um estupro coletivo que não é moral. Ou, pelo menos, não só!

O Brasil, como sempre dando lições de fraternidade ao mundo, mostra mais uma vez um crime ignóbil nos seus noticiários sensacionalistas diários, a ponto de causar repulsa ostensiva no famoso tabloide nacional "O Sensacionalista", amplamente especializado em fazer graça da nossa terrível desgraça - não a de termos nascido brasileiros, essa até têm piores! – que deixou de postar suas notícias pavorosas e infames por um dia, em sinal de protesto surpreendente pelo nível de barbaridade de tal crime.

Quando até a desgraça nossa de cada dia perde a graça, aonde vamos parar!?

Essa pergunta é tão repetitiva que ecoa dentro de nós num mantra fantasmagórico diário, todas as vezes em que nos deparamos com as insultuosas mazelas criminais da nossa pátria mãe gentil. Eu queria ter resposta. Não tenho nem resposta e nem pergunta, pra dizer a verdade.

Crimes dessa natureza nos levam a caminhos inimagináveis da nossa capacidade de discernir, porque põem à prova a natureza humana, a racionalidade. Se pessoas que fazem algo desse tipo ainda podem ser chamadas de pessoas, certamente, não são dotadas do elemento cognitivo que nos diferencia dos outros animais: a razão. E, por outro lado, também não são dotadas do elemento básico de sobrevivência que caracteriza qualquer ser vivo: o instinto. Portanto, o que são essas pessoas? De que são feitas? Quais caminhos as levam a crer que estão por essas bandas de cá para viverem isoladas das comunidades e que essa é a saída para que existam enquanto gente?

Ponderando dessa forma, é de certo, ainda mais desesperador, porque há de se imaginar que num universo de trinta, quarenta pessoas, nenhuma delas se questionou sobre se aquilo não era insano, sobre se – a despeito pleno do bem estar da menina – não estavam se expondo de tal maneira a causar danos irreversíveis a si próprios. É um conflito humano tão severo, agudo e absurdo que receio que nem mesmo Freud teria quaisquer condições intelectuais de entender para depois dissertar sobre o assunto, e é muito possível que o Hannibal – antológico psicopata de filmes e seriados americanos - pudesse sentir pela primeira vez em sua longa jornada psicopatológica, repulsa, quiçá, até mesmo, desdém, sentimentos que simplesmente não existem na mente de psicopatas.

É muito cruelmente atentar contra o próximo, mas também, é muito irracionalmente atentar contra si!

Chegamos a esse ponto. O ponto em que nada mais faz sentido. O ponto em que não adiantam as teses educacionais de que as mães de meninos os devem ensinar a forma adequada sobre como tratarem as meninas. Essa é uma etapa importante para educarmos pessoas, dotadas de intelecto, racionalidade. Nesse caso, não sabemos do que estamos tratando.

Se os Nardoni (o casal que matou a Isabela) eram gente da pior espécie, muito ruins... esses, nem gente são!

A sociedade está doente. E sua doença é terminal. Ainda que essa menina fosse uma bandida de alta periculosidade, ainda que tivesse praticado os piores crimes ou que fosse prostituta de quilate duvidoso e tivesse se deitado com mais de mil homens nas piores circunstâncias da sarjeta, ainda assim, não haveria qualquer mínimo atenuante para o ato praticado por esses que não são gente, mas também não são animais – isso seria ofender os animais! E mesmo assim, ainda há pessoas que do alto do seu moralismo hipócrita e estúpido, do alto de sua doença social vasta e incurável, são capazes de tentar achar explicações que possam minorar o crime, minorar a selvageria do ato do ponto de vista de seus praticantes.

Definitivamente, não há punição exemplar disponível para honrar o poder de guardião do cidadão de que o estado é dotado. Não há! Não há como imaginar algo que seja possível de compensar tamanha tragédia social pelo aspecto punitivo, ainda que imaginando que vivêssemos sob o regime de Hamurabi, ainda que estivéssemos no Afeganistão e todos eles fossem empalados em praça pública... ou que estivéssemos nos EUA, muito mais civilizados e democráticos, e pudessem todos ser levados à Injeção Letal. Nada disso compensaria o estrago social causado. O tamanho da agrura sofrida por essa menina, que pelo que vimos, talvez ainda não tenha se dado conta do que ocorreu com ela, de fato.

E não queiramos que se dê conta!

Muitos intelectuais vão pensar em teorias filosóficas ou educacionais para resolver esse problema funesto, com o objetivo de extirpar gente com essa crueldade da face da Terra, mas a minha modesta teoria é muito mais superficial: não há solução.

O estágio em que estamos é de epidemia social irreversível de doença incurável.

Ou há! Há solução: lembremos da Peste Negra. É a única coisa que me vem à cabeça desmiolada nesse momento. A Peste Negra foi um evento horrendo da humanidade, uma tragédia incomensurável que dizimou a nossa população da época, mas serviu também para selecioná-la, por outro aspecto. O que precisamos hoje é de Darwin: inevitável seleção natural. Precisamos que os melhores da nossa raça sobrevivam e edifiquem novos rumos sociais para a nossa jornada na Terra. Em alguns anos, a guerra será inevitável. Os eventos terríveis que estamos presenciando são a deterioração inigualável da raça humana, uma parte considerável dela.

A educação ainda pode atrasar muito esse processo irreversível, mas não podemos esquecer que uma parte enorme, a maior imensa parte da população mundial, nunca terá acesso a ela, nunca poderá ser dotada de cultura como arma para sobreviver ao caos e destruir o inevitável inimigo: a ignorância.

Então, imaginemos a educação como o coquetel que se dá ao aidético (não-pejorativo).

Inevitavelmente, entretanto, sabemos que vamos colonizar alguma parte do mundo, nós vamos... nessa parte recôndita e ainda inóspita construiremos de novo o nosso reino: esse, sim, de Deus. Não sei de qual Deus, mas de algum que seja de paz, talvez o da Polinésia, como na esquete do Porta dos Fundos, mas um Deus que nos ajudará a pensar em vida comunitária sem subjugo, sem sobrepujança.

O nosso mundo a gente é quem faz! – Parafraseando Marina Lima.

Se não curamos ele, por que não fazemos um novo?

Música, letra e dança...